sexta-feira, 24 de abril de 2009

Rejeição de Agroambientais

Já se sabia que a Agricultura e o Mundo Rural não interessam nada a este governo, daí que as candidaturas às medidas Agroambientais do anterior Q.C.A. tenham sido anulados em 2005, o curioso é que de um total de quase 29000 candidaturas, tenham sido aprovadas 55. Seriam de "amigos"?
O problema é que nem os deputados europeus conseguem saber!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Dois casos exemplares

Dois casos demonstrativos do desprezo que este governo dedica à agricultura:

1º A produção de biocombustíveis não irá beneficiar a agricultura nacional mas ficará dependente de importações, como descreve detalhadamente o Prof. Avillez.
2º A conclusão do regadio da Lezíria Grande vai ficar adiada para o dia de S. Nunca. Parece que a prioridade para a zona não é a agricultura. Será para mais campos de golfe? Mais informações aqui.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Taxa de recursos hídricos

A agricultura continua a ser vítima de medidas surrealistas pela parte do governo. Esta taxa vai ser aplicada retroactivamente a Julho de 2008, para pagar serviços prestados por uma entidade criada apenas em Outubro de 2008 e que ainda não está activa, não podendo portanto prestar qualquer serviço!
É apenas mais uma manifestação do completo desprezo deste governo pela agricultura.
Mais pormenores aqui.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O fim da reserva agrícola

A dupla constituida pelo sr. Sousa e pelo sr. Silva(Jaime) acaba de dar mais um golpe na agricultura nacional ao extinguir a RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL.
Depois de desmantelar o ministério da agricultura, de ter acabado com o investimento no sector, de ter acabado com as culturas da beterraba sacarina e do tabaco, com evidentes prejuízos para os produtores e para o País, de continuarem a mentir com quantos dentes têm na boca sobre os milhões pretensamente distribuidos aos agricultores, esta dupla comete um crime contra a agricultura e o ambiente em Portugal ao extinguir a RESERVA AGRÍCOLA.
Está assim aberto o caminho para todo o tipo de negociatas imobiliárias e daqui a alguns anos quando quisermos voltar a produzir alimentos já não existirão solos agrícolas para tal.

domingo, 29 de março de 2009

A imaginação burocráctica deu um passo a trás e dois à frente!

Como já tinha previsto aqui o sr. Silva e a corja que ele colocou a dirigir o ministério da Agricultura são muito imaginativos quando se trata de complicar a vida aos agricultores. Neste período em que decorrem candidaturas às ajudas, o IFAP "lembrou-se" de fazer alterações nas parcelas dos agricultores registadas no Sistema de Informação Parcelar, sem aviso. Resultado, quando se estão a candidatar, muitos agricultores apercebem-se que lhe faltam dezenas ou mesmo centenas de hectares nas suas explorações, não podendo concluir os seus processos de candidatura. Isto tem como consequência terem que se dirigir às salas de parcelário, passar horas em filas, porque alêm do aumento da afluência, a lentidão das aplicações informáticas complica ainda mais o atendimento.
Entretanto a "komissária" que o sr. Silva colocou à frente do IFAP, continua a purga nos dirigentes mais antigos. Tudo o que cheire a independência e escape ao controlo partidário é saneado.

terça-feira, 24 de março de 2009

Energias Renováveis?

O governo resolveu fazer mais um anúncio sobre ajudas para a utilização destas energias na agricultura. Além de se tratar de mais um desperdício, quando não se concedem ajudas a mais nada, à primeira vista é mais um daqueles anúncios para favorecer a imagem politicamente correcta do governo.
Mas segundo o Público estão a ser financiadas tecnologias que de renovável pouco têm!
Mais um embuste, será para ajudar alguns "amigos"?

segunda-feira, 23 de março de 2009

A propósito de incêndios florestais

A propósito da azáfama que vai por aí, transcrevo um comentário doutro blog:

"Hoje percorri todo o perímetro do incêndio do Marão. Em condições meteorológicas relativamente suaves cerca de 200 homens (e mulheres) faziam o que sempre fazem, ou seja esperar o fogo à beira da estrada (por vezes deitados gozando o sol da tarde). O Kamov ia largando uns litros de água inconsequentes. Uma equipa GAUF que estava a fazer contra-fogo por 3 vezes o viu apagado pelo Kamov (parece que nada mudou no que toca à coordenação ar-terra). Em áreas tratadas com fogo controlado há 3-4 anos a reduzida intensidade do incêndio era notória, mas as equipas com ferramenta manual que o poderiam apagar facilmente não se encontravam lá. Nalgumas secções do fogo fazia-se o mais acertado, ou seja deixá-lo arder porque no balanço do ganhar e do perder ambiental o 1º sai claramente vantajoso com fogos que ocorrem em matos nestas condições. Mas noutras áreas o "dispositivo" foi incapaz de impedir a floresta de arder. Centenas (ou km?) de estreitas (5-10 m) faixas limpas por sapadores florestais junto às estradas e caminhos mostraram pela enésima vez a sua inutilidade. Noutra secção do incêndio a arborização absurda efectuada dois anos atrás com grande esforço de homens e máquinas em declives insanos teve o destino merecido (ardeu completamente). E os jornalistas, por telefone ou no teatro de operações, fizeram as perguntas do costume às quais eles próprios dão a resposta do costume ... Não é no fogo (ou nestes fogos invernais) que está a desgraça mas sim em todo este circo que ingloriamente desperdiça o erário público."

Não é necessário dizer mais nada, enquanto continuarmos a desprezar a gestão florestal na sua vertente de prevenção vamos continuar na mesma!